O Anjo Daniel

Sergio Apollinário, professor-Rio/RJ, espiritualista, pintor. Nick: Daniel, anjo do dia que nasci, 08 de maio.Direitos Autorais protegidos pela LEI 9610/98.Repasse com a autoria e a origem.Obrigado pela sua visita.

23/10/09

A Paz Interior

A Paz Interior
 
Há diferença entre felicidade e paz interior. A felicidade depende de condições tidas por positivas; a paz interior não. Não será possível atrairmos apenas condições positivas para a nossa vida? Se a nossa atitude e a nossa maneira de pensar fossem sempre positivas, nós manifestaríamos unicamente acontecimentos e situações positivos, não é verdade?
 
Será que você sabe realmente o que é positivo e o que é negativo? Tem uma ideia completa do que isso é? Para muitas pessoas foram as limitações, os insucessos, as perdas, as doenças ou os sofrimentos, sob as mais diversas formas, que acabaram por ser os seus mestres. Estes ensinaram-lhes a esquecer as falsas imagens que tinham de si próprias bem como as metas superficiais que lhes eram ditadas pelo ego e pelos seus desejos. Deram-lhes profundidade, humildade e compaixão. Tornaram-nas mais reais.
 
Sempre que alguma coisa negativa lhe acontece, ela contém uma lição profunda oculta, embora possa não a ver na altura. Mas pode lhe mostrar o que é real e irreal na sua vida, o que afinal de contas é importante e o que não o é.
 
Vistas de uma perspectiva mais elevada, as condições são sempre positivas. Para ser mais concreto: não são nem positivas nem negativas. São como são. E quando você vive na completa aceitação do que é – que é a única maneira sadia de viver –, na sua vida deixa de haver o "bem" e o "mal". Passa a haver apenas um bem maior – que inclui o mal. A partir da perspectiva da mente, no entanto, existem o bem e o mal, o gostar e o detestar, o amor e o ódio. Daí que, no Génesis, seja dito que Adão e Eva não foram autorizados a viver no "Paraíso" depois de "comerem o fruto da árvore do bem e do mal".
 
Isso parece-me uma forma de negação e de nos iludimos a nós próprios. Quando alguma coisa difícil acontece, a mim ou a alguém que me seja próximo , eu posso fingir que não é um mal, mas o fato é que o é; por que negá-lo?

Você não precisa a fingir coisa nenhuma. Você está deixando que isso seja como é. Esse "permitir que seja" leva-o a transcender a mente, com os seus padrões de resistência que geram as polaridades positiva e negativa. É um aspecto essencial do perdão. O perdão do presente é ainda mais importante do que o perdão do passado. Se perdoar cada momento – se permitir que ele seja como é –, então não haverá acumulação de ressentimentos que precisem de ser perdoados algum tempo depois. A emanação do Ser, é a paz interior, o bem que não tem oposto.
 

Eckhart Tolle
Em "O Poder do Agora"

Os associados do grupo poderão baixar o livro "O Poder do Agora"
em doc na seção "Arquivos" de nossa página:
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Não associados que desejarem o livro
podem me escrever que o enviarei:
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SEGURANÇA PÚBLICA

 

A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA.
FAVELA: CAMPO DE BATALHA

 Fonte: Terra notícias em 19/10/2009  

A violência já faz parte da vida do carioca. Isto é triste. Não podemos nos acostumar com ela como estamos lentamente nos acostumando com a poluição das praias, lagoas e Baía de Guanabara e com a favelização da cidade.

A existência diária de noticias sobre fatos violentos vão causando uma gradual desensibilização. Aos poucos vamos perdendo nossa capacidade de indignação e de reação. É certo que a violência e a favelização estão diretamente relacionados. Os moradores de favelas não são violentos. Ocorre que a ausência do Estado permitiu o surgimento de poderes paralelos e uma nova lógica de sobrevivência na qual a violência é a única forma de exercício do poder. Os moradores adotam certo distanciamento tolerante, talvez por não enxergarem outras alternativas uma vez que o Estado nas poucas vezes que se faz presente abusa da violência como ferramenta coercitiva.

A favelização, o abandono dos moradores das favelas e o domínio que o crime organizado exerce nessas áreas é fenômeno nacional. O combate ao tráfico de drogas e de armas são competências federais. Portanto, a responsabilidade por resolver o grave problema que assolam nossas metrópoles também é federal. As ações dos governos a nível estadual serão sempre ínfimas diante do grande número de comunidades violentas e da insuficiente capacidade de investimentos dos estados.

As autoridades federais já se esquivaram o suficiente a acompanhar de forma complementar e às vezes até contemplativa o agravamento da situação. Não é questão de oferecer ajuda e dinheiro para comprar isto ou aquilo. Não é o caso de “colaborar com o Rio” como coloca o ministro da justiça nem de “atuar se o governador pedir ou se o presidente mandar” como diz o ministro da defesa. A responsabilidade federal não se extingue no programa nacional de segurança com cidadania, em disponibilizar forças federais ou de colaborar no setor de inteligência. De agora em diante se espera uma atitude pró-ativa integral à frente do problema, mais presente e eficiente. Que cada um cumpra seu papel dando prioridade ao combate à violência e tráfico de armas e drogas.

Armas e drogas atravessam as fronteiras todo o tempo por terra, mar e ar. A responsabilidade por policiar nossos limites é das forças armadas. Portanto, exército, marinha e aeronáutica devem participar de maneira mais intensa nesse sentido, pois será nos grandes centros com a redução dos índices de mortes por arma de fogo de grosso calibre, introduzidas ilegalmente no país, que mediremos a importância de seu papel.

Ainda que parte das armas e drogas atravesse nossas vastas fronteiras, restará à polícia federal a possibilidade de apreendê-la antes que alcancem os grandes centros e as comunidades mais violentas. A maioria das comunidades pode ter seus acessos controlados permanentemente.

Até a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 não havia razão clara para priorizar os investimentos por aqui. Entretanto, a partir de agora o Rio será cada vez mais a porta de entrada da América do Sul. Portanto, a União deve colocar aqui a maior parte de suas fichas. Ouvimos nos noticiários autoridades mencionarem o tempo todo cifras bilionárias para os mais variados investimentos. Pois hoje a questão da favelização e violência dos centros urbanos é talvez o maior problema de nosso país. O passivo criado pela longa ausência do Estado é muito grande e, portanto, exige grandes investimentos. Essa conta terá que ser paga, não há como fugir.

 

Enviado por: Alexandre Arraes

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DESFAVELIZAÇÃO DO RIO: MELHOR POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA

Alexandre Arraes: pela desfavelização do Rio
aarraes@terra.com.br


RIO COM ATITUDE
http://alexandrearraes.wordpress.com/

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15/10/09

Mestre

Mestre
 
Mestre não é aquele que apenas transmite informações. É um pouco mais.  Mestre é quem proporciona vivências, onde as pessoas podem se desenvolver, criar, alçar voo… Por mais rigoroso que o mestre se faça parecer, lá no fundo do seu inconsciente existe uma grande demanda amorosa. Não se trata do amor romântico, certamente, mas, sim, do puro afeto. Gostar de pessoas. O verdadeiro mestre ama ver seus discípulos aprenderem. Sabe o quanto aquele aprendizado é importante para as suas existências.
 
Mestre se preocupa com a liberdade de pensamento. Difunde o respeito à pluridade das coisas. Não está preso a nenhuma ideologia. Se tentar impingi-la em seus alunos, não é um mestre. Trata-se de um ser obsessivo, com as  asas da mente cortadas, que tenta cortar as asas da mente dos outros. Isso é um crime.
 
Desde as primeiras letras até a orientação das teses de doutores, o mestre está sempre à frente, incentivando e antevendo que seu aluno pode ir mais longe. Tem consciência que o saber não tem limite. Sabe que o aluno pode ultrapassá-lo e sente prazer que assim seja. Afinal, quando isso acontece, perfeito foi o seu empenho. Cumpriu o seu objetivo.
 
Mestre, você é uma das mais importantes peças na senda da evolução. Deus usa você!
 
A você professor, professora
e a todos que se dedicam
a ensinar algo de bom:
- Todo o nosso carinho!
 
Feliz Dia dos Mestres!!!
 
15 de outubro de 2009
 
Daniel
[sergioapolinario]

Imagem: Digital Art Tahyane Rangel

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14/10/09

A Criação

A Criação
 
Observe como a Criação se desenvolve e se avoluma em direção ao clímax. Começa com uma pedra em estado bruto, uma porção de barro ou um desenho tosco, “sem forma e vazia”.
 
De repente, começa a adquirir forma – luz e trevas, céus e terra, parte seca e mares.  Movimentos enormes e contínuos, em grande escala. A seguir, são criadas as florestas e as campinas. Tulipas, pinheiros e pedras cobertas de musgo. Cores, detalhes e linhas mais delicadas.  Surge, então, o reino animal com sua imensidão de espécies. Camelos, pinguins, o seu gato.
 
A Criação se desenvolve com precisão e complexidade de formas, movimentos e cores.  A individualidade é tecida no meio disso tudo. E vai sendo criada em ritmo crescente.
 
Deus nos cria a sua imagem e semelhança, com poderes semelhantes aos dele – capacidade para raciocinar, procriar, fazer amizades, se alegrar. Ele nos dá o riso, encanto e imaginação. E, acima de tudo, nos dá uma qualidade pela qual é mais conhecido. Ele nos capacita a amar.
 
Jonh Eldredge
Em “O Evangelho Segundo Deus”
Ed. Thomas Nelson Brasil

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Imaterialade

"Quando o olho não encontra nada para ver, essa imaterialidade é entendida como espaço. Quando os ouvidos não encontram nada para escutar, essa imaterialidade é compreendida como silêncio. Quando os sentidos, que existem para perceber a forma, encontram a ausência da forma, a consciência sem forma que está por trás da percepção e torna  possível toda percepção, toda experiência, não é mais obscurecida pela forma.
 
Quando contemplamos as profundezas insondáveis do espaço ou escutamos o silêncio nas primeiras horas do dia logo após o nascer do Sol, alguma coisa dentro de nós faz eco com isso como um reconhecimento.  Então sentimos a enorme profundidade do espaço com o nossa e sabemos que esse precioso silêncio que não tem forma é mais essencialmente nós mesmos do que qualquer das coisas que formam o conteúdo de nossa vida.
 
Deus é a consciência sem forma e a essência de quem nós somos." 
 
Eckhart Tolle
Em “Um Novo Mundo”
Ed. Sextante

 

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Criança

Dia daCriança  - 12 de outubro
 
Criança precisa de amor, de atenção, de respeito ao seu universo, de segurança, de educação, de diálogo.  Precisa sentir-se importante em seu meio, mas não se deve fazer dela o centro da casa. Ela crescerá imaginando ser o centro do mundo, o que só lhe trará grandes problemas futuros. Criança também precisa conhecer os limites.
 
Todos são igualmente importantes numa família e a criança deve perceber isso. A criança aprende através de exemplos. De nada adianta ensinar uma coisa e fazer outra. Ela se sentirá enganada.
A melhor forma de ensinar uma criança é usando sinceridade e senso de justiça.
 
Criança dá trabalho? Todas. Nós também demos quando pequenos.
Mas são elas que trazem alegria ao mundo.
Nada mais gostoso que o riso espontâneo de uma criança.
Nada mais verdadeiro que o afeto infantil.
 
O  Dia da Criança serve para que lembremos sempre da responsabilidade de deixar um mundo melhor para os que estão chegando. Quando viemos ao mundo, recebemos muitas coisas que custaram o suor dos que aqui chegaram antes. Devemos também lembrar que exemplos estamos dando, pois essas crianças de hoje devem ser tornar adultos responsáveis, produtivos e equilibrados. Assim é a evolução.
 
Quanto à criança que fomos, melhor que ela não esteja totalmente sufocada dentro nós. Essa é a parte que nos faz alegres, sonhadores e ousados. Ser um pouco criança, em certas horas, faz parte do bem viver. Como usar o nosso adulto e a nossa criança é uma trajetória que se chama sabedoria…
 
Feliz Dia da Criança !!!
 
Abraços fraternos,
Sergio Apollinario
(Daniel)

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Nossa Senhora Aparecida

Nossa Senhora Aparecida,
nós te amamos e te louvamos!
Por intercessão do Amor Divino,
foste escolhida para ser a
Padroeira do Brasil!
Maior graça não poderíamos alcançar.
Tu que representas a mais sublime expressão
do amor maternal, da misericórdia e da compaixão,
abençoa sempre este povo amoroso e pacífico.
 Nossa terra querida é povoada  por seres
oriundos de todas raças.
Desejamos que entre todos
 reinem a paz e a cooperação.
Desejamos o desenvolvimento e o progresso
para todos os segmentos da nossa sociedade.
Nenhuma energia discordante das leis divinas,
nada, nem ninguém, poderá impedir
nosso caminho de evolução,
estando nós sob o manto da Tua Proteção.
Afasta do nosso mundo o horror da guerra,
a violência, o autoritarismo e as intenções egoístas.
Somos um povo livre, soberano, dono do seu destino,
amante da democracia e essencialmente religioso.
Adoramos a Deus acima de todas as coisas.
Agradecemos tudo de bom que nesta terra Ele nos dá
e mais à Tua Doce e Luminosa vibração de amor,
Amada Aparecida!
Hoje, dia que a Ti consagramos,
eexultamos de alegria, de fé e de fraternidade.
Bendita sejas entre as mulheres!
Bendito seja o fruto do Vosso Ventre:
Nosso Amado Jesus!
 
Abençoai, Mãe Divina, nosso grupo,
nossos familiares, nossos amigos, nossa gente !!!
 
12 de outubro de 2009

 
Daniel
[sergioapollinario]

Imagem: Digital Art Tahyane Rangel

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25/9/09

Primavera 2009

Primavera 2009

Chegou a primavera, a estação que marca o início de um novo ciclo. Surgirão novas safras. A terra, outra vez, irá florescer numa profusão de cores, pintando bosques, encantando pássaros, inebriando visões.
 
Em breve, essas flores se tornarão frutos, permitindo a vida se sustentar e seguir seu curso. Belo momento. Grande ensinamento da sábia mãe Natureza. Parece dizer: sim, você também pode sair do inverno dos seus dissabores. Esquecer o frio do desamor. Aquilo só serviu para você descobrir o quanto pode se bastar. Enquanto houver vida, acima de tudo, resta você, logo, resta tudo.
 
Seu coração sempre poderá florir em amor ao ato de viver. Se coisas se perderam, é hora de começar um novo plantio. Se nada aconteceu, é hora de buscar algo novo. A Natureza mostra constantemente que a vida é um imenso campo para o cultivo. Nada é tarde demais, se você entender que só existe o agora, o exato momento em que você pode criar. Imite a Natureza, afinal foi ela que tornou possível a sua existência. Floresça junto com ela. Deixe as estações que se foram em seu devido lugar – no passado.
 
Você está diante de um novo tempo e ele é fértil. Plante sementes de novos sonhos em seu coração. Regue-as diariamente com um pouco d’água de puro amor. Isso mesmo, amor, a inesgotável fonte da vida. Dentro de pouco tempo você estará num lindo jardim, donde colherá bons frutos. É, aqueles que virão das sementes que você plantar.

Tenha uma feliz primavera!
 
Daniel
(sergio apollinario)
O autor
São os votos dos moderadores do Grupo Mahavidya.
 
23 de setembro de 2009, equinócio de primavera
 do Hemisfério Sul, com o Sol entrando no signo de Libra.

Imagem: Digital Art Tahyane Rangel

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3/9/09

CONTROLE POLÍTICO NA INTERNET

BLOGUEIROS E LEITORES DE BLOG
DO BRASIL, UNI-VOS!!!  
Reinaldo Azevedo
2 de setembro de 2009
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Estão querendo submeter a Internet a uma censura estúpida. Quer dizer que sites e blogs poderiam publicar anúncios de candidatos — e, nesse caso, não se equiparariam a TV e rádio —, mas não poderiam expressar opiniões a respeito dos mesmos, obedecendo, então, às restrições impostas à radiodifusão? Por quê? Internet, agora, é concessão pública? Censura à internet é coisa comum em Cuba, na China, na Coréia do Norte, não em país livre.

Não se tem uma Internet com essas restrições — ATENÇÃO!!! — em nenhuma democracia do mundo! É um cretinismo. É como querer represar o mar.

É evidente que, nesse caso, os males da liberdade se combatem como mais liberdade. Se os blogs A ou B tiverem opinião favorável ao candidato “X”, os blogs B e C defenderão o candidato “Y”. E assim por diante. O peso maior ou menor de uma opinião dependerá da credibilidade de quem escreve.

OS PARLAMENTARES NÃO ESTÃO SE DANDO CONTA DE QUE ESTÃO PRIVILEGIANDO, NA VERDADE, OS CRIMINOSOS. E É FÁCIL EXPLICAR POR QUÊ.

Os sites e blogs sérios, com nomes reconhecidos e hospedagem no Brasil, estariam submetidos a essas restrições. Já os vigaristas, os bandidos anônimos, estes poderão ter suas páginas hospedadas no exterior e pôr para circular seus ataques sem autoria. Jamais seriam alcançados pela lei. Ainda que a Justiça acabasse determinando que a página fosse retirada do ar, poder-se-ia fazer outra em minutos.

A proposta parece-me flagrantemente inconstitucional. Se aprovada, vai parar no Supremo, e não é possível que o Tribunal concorde com uma estupidez dessa magnitude. Nem por isso a coisa deixa de ser melancólica. Fico cá pensando na mentalidade das pessoas que acham que isso é realmente uma boa idéia…

Que gente autoritária! Que gente burra! Que gente cafona!

Imaginem que maravilha!

Digamos que eu escrevesse aqui um texto afirmando que as propostas de Marina Silva para o meio ambiente são inexeqüíveis, que ela é uma adversária do agronegócio, que, se eleita, o país corre o risco de ter de substituir os grãos por capim. O que devo fazer? Terei de inventar uma razão para, no mesmo dia, dar um cacete em Dilma Rousseff (PT) e em José Serra (PSDB), ainda que, nesse dia hipotético, eu não tenha um motivo especial para tanto?

Ou ainda: digamos que eu decida criticar o desempenho de Dilma na liderança do PAC. Terei de criticar também a capacidade gerencial de Serra e de Marina? Se eu disser que a lei antifumo de Serra é autoritária, devo, no mesmo post (ou terá de ser em outro), buscar os traços autoritários da candidata verde e também da outra, a, como direi?, vermelha?

Isso é um despropósito! Blogs, sites, páginas na Internet etc. têm seu ponto de vista, sua leitura de mundo, seu público. Sua graça e sua virtude estão na diversidade, sim. Mas a diversidade deve ser entendida no conjunto, no sistema. O que esses parlamentares pretendem? Páginas da mais pura esquizofrenia? Ora, se não gosto de um candidato porque estatista, devo, necessariamente, criticar um outro que não o seja?

Lembro que, nos EUA, essas restrições imbecis não existem nem para as TVs e rádios. E isso não impediu aquele país de eleger Clinton duas vezes, Bush duas vezes e, agora, Barack Obama.

É a liberdade que conduz à diversidade. 

O autoritarismo só produz autoritários.

 

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21/6/09

O AIATOLÁ LULA DA SILVA

 Irã: protesto contra a fraude nas eleições.

O AIATOLÁ LULA DA SILVA
Maria Lucia Victor Barbosa
20/06/2009

O presidente Lula da Silva para uso interno, ou seja, no Brasil, é visto por companheiros e admiradores como uma espécie de aiatolá, uma criatura dotada de poderes supremos. Ele paira acima de qualquer suspeita, de qualquer lei, faça o que fizer, diga o que lhe passar pelo bestunto. Frei Betto chamou Lula da Silva de ‘luz do mundo”. A propaganda tratou de divinizar o “pobre operário” no altar da pátria como um redentor capaz de redimir pobres e oprimidos. Funcionou bem a religião de Estado.

Em tempos idos o PT foi uma espécie de seita religiosa com dogmas, credos e auréola. Seus adeptos diziam orgulhosamente pertencer ao único partido ético do Brasil e o fanatismo dos militantes era tal que granjeou ao PT a alcunha de Partido do Taleban, zombaria que os seguidores de Lula-lá reagiam com ira revolucionária.

Da época da “santidade” petista nada restou, pois a chegada ao poder sempre transforma revolucionários naquilo que sempre foram contra. E eles costumam serem mais corruptos, mais aproveitadores, mais gananciosos, mais apegados aos privilégios do que seus antecessores, pouco se lixando para os que outrora disseram defender. Ex-revolucionários costumam ir à forra sublimando seus recalques, vingando-se da vida anterior medíocre, sem brilho, sem a fascinante grandeza que os cobiçados cargos conferem.

O PT foi à forra quando na quarta tentativa emplacou o ex-sindicalista. O grande sacerdote José Dirceu tornou o Estado território sagrado dos companheiros. E do cargo mais alto da República Sindicalista, com o aiatolá Lula, a sacerdotisa Dilma, ou quem for eles não saem mais. Para manter a permanência, contudo, é necessário que Lula garanta e proteja sua “guarda” nada revolucionária que incorpora não só a elite dos companheiros, como os “basij”, “reservistas” constituídos pelos adeptos de outros partidos, de banqueiros, de grandes empreiteiros, de grandes empresários, enfim, o eleitorado pouco mencionado, mas vital para que o PT permaneça por pelo menos mais vinte anos no poder, tempo sempre ventilado sutilmente.

Internamente, segundo pesquisas de opinião, o prestígio de Lula da Silva cresce não só na massa dos agraciados com as bolsas esmolas, mas também em meio à elite financeira que sustenta as custosas campanhas de Lula e dos petistas.

Externamente, contudo, o bestialógico do presidente da República, constante em suas numerosas viagens, além de incidentes diplomáticos como o havido no caso do assassino e terrorista italiano, Cesare Battisti, protegido do Ministro da Justiça, deve estar minando a imagem do próprio país no exterior.

A última conversa de botequim de Lula da Silva aconteceu na ONU, quando comentou em forma de piada futebolística sobre as eleições no Irã e os protestos de milhões de iranianos, eleitores de Mir Hossein Mousavi, que alegam ter havido fraudes no pleito que reelegeu Mahmoud Ahmadinejad.

O presidente brasileiro afirmou que as manifestações violentas nas quais pessoas morreram e outras ficaram feridas, eram apenas “coisa entre flamenguistas e vascaínos”, “choro de perdedores.” Duvidando das fraudes grosseiras cada vez mais evidentes na eleição iraniana, Lula da Silva contou que pretende fazer mais uma viagem, desta vez ao Irã, e que Ahmadinejad pode vir ao Brasil na hora que quiser.

Anteriormente Ahmadinejad, o homem que odeia os Estados Unidos, prega a destruição de Israel, nega o Holocausto cancelara sua vinda ao Brasil por conta dos protestos de judeus e de movimentos sociais. Contudo, o presidente brasileiro respalda também as detenções arbitrárias e a brutal censura que se estende no Irã aos partidários de Mousavi, inclusive, as feitas na Internet.

Digamos que para uso externo Lula da Silva não fez bonito diante das críticas dos líderes europeus às eleições iranianas, e mesmo perante a neutralidade norte-americana. Ele parecendo exultante diante da vitória do companheiro Ahmadinejad e se uniu a Hugo Chávez, a quem considera um democrata, e ao déspota da Coréia do Norte, Kim Jong-il, nos cumprimentos ao iraniano reeleito, o que evidencia a atual tendência da política externa brasileira de se agregar à escória mundial. E o gracejo, “flamenguistas e vascaínos”, traduziu mais um vexame internacional que fez corar os brasileiros que prezam a democracia, a liberdade e possuem respeito pelos direitos humanos.

Não é à-toa que ONGs internacionais deploram o papel que o Brasil vem tendo no tocante ao apoio dado a países que não respeitam os direitos humanos. Mas, para uso interno, o aiatolá Lula da Silva provoca êxtases e ainda terá reforço considerável na mídia que lhe dá azia, segundo sua afirmação. Além de não sair da TV, de deitar falação no programa semanal de rádio, Café com o Presidente, ele terá uma coluna de perguntas e respostas em jornais e um blog especial – imitação do blog do presidente Barack Obama – para comunicação mais coloquial com eleitores.

Conforme Franklin Martins, ministro da Comunicação Social: “em 2008 (as verbas de publicidade) alcançaram 5.297 órgãos de comunicação em 1.149 municípios – um aumento da ordem de 961%” (O Estado de S. Paulo, 16/06/2009). E, assim sendo, internamente, o aiatolá Lula da Silva seguirá sendo um sucesso.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
mlucia@sercomtel.com.br

 

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O Estado Mental

"Quando se identifica o estado mental como o fator primordial para alcançar a felicidade, naturalmente não se está negando que nossas necessidades físicas fundamentais de alimentação, vestuário e moradia não sejam satisfeitas. Entretanto, uma vez atendidas essas necessidades básicas, a mensagem é clara: não precisamos de mais, dinheiro, não precisamos de mais sucesso ou fama, não precisamos do corpo perfeito, nem mesmo do parceiro perfeito — agora mesmo, neste momento exato, dispomos da mente, que é todo o equipamento básico de que precisamos para alcançar a plena felicidade. O primeiro passo, portanto, na busca da felicidade é o aprendizado.
 
Antes de mais nada, temos de aprender como as emoções e comportamentos negativos nos são prejudiciais e como as emoções positivas são benéficas. É através desse processo de aprendizado, de análise de quais pensamentos e emoções são benéficos e quais são nocivos, que aos poucos desenvolvemos uma firme determinação de mudar, com a sensação de que agora o segredo da minha própria felicidade, do meu próprio futuro, está nas minhas mãos."
 
Dalai Lama
Em "A Arte da Felicidade"
 

Imagem: Daniel Art

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14/6/09

Apenas nos tornamos

Quando temos a consciência do dever cumprido,
de que não prejudicamos ninguém,
que não guardamos mágoas no coração
e tudo está perdoado, porque também erramos;
quando a incerteza do amanhã se transforma
na fé de dias que serão gratificantes e felizes,
damos graças  pelo que temos e podemos ser,
isentos da ansiedade consumista
do que imaginávamos ser indispensável;
quando podemos admirar os feitos de outrem,
sentir satisfação naquilo que podemos fazer,
amar a vida em sua totalidade, a nós mesmos,
aos que também têm que enfrentar seus problemas,
tal qual nos ocorre;
quando sentimos compaixão por aquele
que segue caminhos sombrios, disseminando
(sua) infelicidade por onde quer que passe,
descobrimo-nos afortunados por termos a mente sã;
quando temos a coragem de sermos justos, bons,
honestos e verdadeiros, mesmo que isto desagrade
aos hipócritas, que sejamos criticados ou até caluniados;
quando alcançamos este estágio nada de mais aconteceu;
não nos transformamos em ninguém especial.
Apenas nos tornamos o que devemos ser,
ou melhor, o que já somos e restava somente
o nosso reconhecimento: criaturas de Deus!


Daniel
(sergio apollinario)

Imagem: Daniel Art

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Só o amor atua como fator civilizador

 

"Nas antipatias e aversões indisfarçadas que as pessoas sentem por estranhos com quem têm de tratar, podemos identificar a expressão do amor a si mesmo, do narcisismo. Esse amor a si mesmo trabalha para a preservação do indivíduo e comporta-se como se a ocorrência de qualquer divergência das suas próprias linhas específicas de desenvolvimento envolvesse uma crítica delas e uma exigência da sua alteração.

Não sabemos por que tal sensitividade deva dirigir-se exatamente a esses pormenores de diferenciação, mas é inequívoco que, em relação a tudo isso, os homens dão provas de uma presteza a odiar, de uma agressividade cuja fonte é desconhecida, e à qual se fica tentado a atribuir um caráter elementar.
 
Mas, quando um grupo se forma, a totalidade dessa intolerância desvanece-se, temporária ou permanentemente, dentro do grupo. Enquanto uma formação de grupo persiste ou até onde ela se estende, os indivíduos do grupo comportam-se como se fossem uniformes, toleram as peculiaridades dos seus outros membros, igualam-se a eles e não sentem aversão por eles.

O amor por si mesmo só conhece uma barreira: o amor pelos outros. Levanta-se imediatamente a questão de saber se a comunidade de interesse em si própria não deve necessariamente conduzir à tolerância das outras pessoas e à consideração para com elas.

Essa objeção pode ser enfrentada pela resposta de que nenhuma limitação duradoura do narcisismo é efetuada dessa maneira, visto que essa tolerância não persiste por mais tempo do que o lucro imediato obtido pela colaboração de outras pessoas.

No desenvolvimento da humanidade como um todo, do mesmo modo que nos indivíduos, só o amor atua como fator civilizador, no sentido de ocasionar a modificação do egoísmo em altruísmo."

Sigmund Freud
Em "Psicologia das Massas e a Análise do Eu".

Imagem: Daniel Art

 

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29/5/09

A Culpa

Todos nós que já despertamos para a finalidade primordial da existência, a evolução, sabemos que é possível escolher a forma de como lidar com os nossos sentimentos. Mesmo sendo um sentimento desagradável e inevitável, podemos transformá-lo, através de uma atitude mental, em algo que contribua para o nosso crescimento interior.
O sentimento deve estar a favor da construção de uma relação mais feliz com as experiências da vida e com os outros.

Entre os mais infelizes sentimentos, sabotadores da felicidade, está a culpa. Precisamos compreender desde cedo que o sentimento de culpa está ligado a um desejo de causar sofrimento a nós mesmos, ou acoplado à prepotência de que podíamos ter evitado que aquilo ocorresse. Não podíamos.

A partir de uma melhor administração do sentimento de culpa, começa o nosso aprendizado de sermos mais felizes. Sim, conquistarmos a felicidade e diminuirmos a carga de sofrimentos desnecessários são coisas que necessitamos aprender e desenvolver. Não nascemos prontos para tal.

Daniel
(sergio apollinario)

A CULPA
(A Transformação do Sentimento)

Produtos de um mundo imperfeito, todos nós somos imperfeitos. Cada um de nós fez algo de errado. Há coisas que lamentamos — coisas que fizemos ou que deveríamos ter feito. Reconhecer nossos erros com um verdadeiro sentido de remorso pode servir para nos manter na linha na vida e pode nos estimular a corrigir nossos erros quando possível e dar os passos necessários para agir corretamente no futuro.

Se permitirmos, porém, que nosso remorso degenere, transformando-se em culpa excessiva, se nos agarrarmos à lembrança das nossas transgressões passadas com uma contínua atitude de censura e ódio a nós mesmos, isso não leva a nenhum objetivo, a não ser o de representar uma fonte implacável de autopunição e de sofrimento induzido por nós mesmos.

Dalai Lama
E Howard C. Cutler
Em “A Arte da Felicidade”

Tenho a cópia original do livro em doc.
Peso: 2.174 kb
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BANALIDADE DO MAL - Mª Lucia Victor Barbosa

BANALIDADE DO MAL

Maria Lucia Victor Barbosa

29/05/2009

Estaremos no fim de uma era? Essa pergunta não pretende uma interpretação milenarista de cunho profético ou religioso, que prevê catástrofes destruidoras da ordem vigente, a qual seria substituída por tempos de felicidade. Mesmo porque, dificilmente dá para imaginar um mundo onde o mal deixe de ser o locatário.

Seja como for, não se pode deixar de constatar que o mal tem estado bastante ativo. Pior. Está se vivendo a banalidade do mal, expressão da filósofa judia, Hannah Arendt, que tomo emprestado. 

Isto não é difícil de constatar, pois nessa época em que valores foram perdidos, os horrores da violência, da impiedade, da indiferença à vida, aumentaram substancialmente. Lideranças perniciosas manipulam a maioria incapaz de discernir sua própria ruína. Através de conceitos deturpados governos utilizam o “duplipensar”, termo criado por George Orwell em “1984”. Desse modo, despotismo passa por democracia. Populismo é visto como defesa dos interesses do povo. Arbitrariedades de toda espécie são apresentadas como exercício de soberania. Intoxicadas pela propaganda enganosa as massas louvam e cultuam personalidades equivocadas. Evolui no mundo o terrorismo que se alimenta do fanatismo religioso. Avoluma-se a corrupção nos meios governamentais e políticos estão se lixando para a opinião pública. Eles sabem que na verdade opinião pública inexiste. Mesmo porque, façam o que fizerem, são eleitos e reeleitos.

Se tudo é processo, foram gestadas nas mudanças mundiais figuras malignas, entre as quais se destacam Mahmoud Ahmadinejad, o fanático e despótico presidente do Irã, e Kim Jong-il, o tirano comunista da Coreia do Norte.

Ahmadinejad, que nega o holocausto, tem como obsessão destruir Israel. E enquanto o presidente norte-americano, Barack Hussein Obama, prefere as luvas de pelica da diplomacia, Ahmadinejad, o odiento, avança em seu programa nuclear pondo em risco não só Israel, mas todo o mundo.

Quanto ao ditador Kim Jong-il, deu demonstração de força ao realizar neste mês de maio seu segundo teste nuclear. Ele explodiu um artefato que pode ter potência comparável à bomba que os Estados Unidos lançaram em Hiroshima, em 1945. Isto além dos mísseis que vem lançando, o que põe em alerta especialmente a Coreia do Sul e o Japão. Um dos mísseis que fazem parte do arsenal da Coreia do Norte, o Taepodong, pode atingir o Alasca e o Havaí. Naturalmente tais atos desencadearam a reprovação mundial, inclusive, a do Conselho de Segurança (CS) da ONU. Até a China, que sustenta a miserável Coreia do Norte se posicionou contra as provocações do homenzinho.

O leitor pode indagar: o que o Brasil tem a ver com tais turbulências? Respondo que tem a ver com a banalização do mal. Isto porque, nossa política externa, comandada de fato por Marco Aurélio Garcia, tem demonstrado uma atração irresistível para o que não presta.

Por exemplo, Ahmadinejad foi convidado a nos visitar mesmo após seu discurso violento contra Israel, pronunciado na conferência sobre racismo promovida pela ONU. Felizmente ele cancelou a vinda e pesaram para isso os protestos de judeus e de movimentos sociais contra a presença nefanda. Ahmadinejad deixou, por assim dizer, seu anfitrião e presidente da República, Lula da Silva, esperando no aeroporto.

Kim, chamado de o “Grande Sol do século 20”, também merece a paixão de nossa diplomacia. Tanto é que pela primeira vez o Brasil poria uma embaixada na Coréia do Norte. O presidente Lula da Silva teve que recolher às pressas a tal embaixada, que ficou postergada para quando o tresloucado tirano, quem sabe, ficar mais calmo e parar de provocar o mundo do alto de seus sapatos de plataforma, tentativa de aumentar sua diminuta estatura.

Na ONU o Brasil vem consolidando a posição de poupar países acusados de violar direitos humanos, como a Coréia do Norte e o Congo. Tampouco menciona esses direitos em seus negócios com a China. E votou a favor de uma polêmica resolução na ONU que poupa críticas ao governo da Sri Lanka e evita investigação internacional sobre crimes de guerra.

Estamos à beira de perder mais um cargo internacional, entre os muitos que já perdemos, diante da escolha do Itamaraty que recai sobre um egípcio antissemita para diretor da UNESCO, em detrimento de um brasileiro.

Na América Latina existe um indisfarçável caso de amor entre Lula da Silva e seus admirados companheiros da esquerda caudilhista: Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correia, Fernando Lugo e o eterno ditador do Caribe, Fidel Castro. Na áfrica o presidente da República visita ditadores e pergunta como fazer para ficar tanto tempo no poder.

Para culminar, o terrorista e assassino italiano, Cesare Battisti, é nosso, sem possibilidade de extradição para a Itália. E, segundo Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, em 26/05/09, “está preso no Brasil, sob sigilo rigoroso, um integrante da alta hierarquia do Al Qaeda, identificado como responsável pelo setor internacional da organização”.

Posteriormente foi dito que o homem chamado apenas de K tinha sido solto e o ministro da Justiça, Tarso Genro, defensor da permanência de Battisti no Brasil, desmentiu o relacionamento de K com a organização terrorista. Será isso mesmo?

Tudo é aceito com indiferença. Tudo está banalizado. Inclusive, o mal.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

mlucia@sercomtel.com.br

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Grupo Mahavidya

Grupo Mahavidya
Criado em 27/04/2002

É um grupo Universalista, voltado para a Evolução em todos os sentidos:
- Espiritual, existencial, científica, artística, literária, filosófica e humanista.

Somos como uma grande família unida em torno de um mesmo ideal:
- Um mundo melhor.

O grupo é moderado: inscrição e mensagens necessitam de aprovação dos moderadores.

Visite a nossa página e se você identificar com a proposta, inscreva-se.
Você é nosso(a) convidado(a).
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24/5/09

De Nós Mesmo - Delasnieve Daspet

De Nós Mesmo

Delasnieve Daspet

A solidão e o medo são faces
Da mesma moeda.
De nós mesmo.

O medo que sentimos
De nós mesmo
É a insegurança perante
Os desafios da vida.

É o receio de nos encontrarmos a sós.
De rever a caminhada.
Dos planos concluídos.
Do que falta realizar.
De se olhar de frente.

Ninguém vive só.
É importante ter alguém
Para troca de idéias.
Esclarecer dúvidas,
Desabar e encontrar apoio,
Alguém que nos diga
Que vale a pena continuar.

Precisamos de um equilíbrio,
De alguém que ampare,
Que não nos deixe cair na escuridão,
Que nos faça ver a luz no meio das trevas.

Alguém que nos mostre
As alegrias em meio as tristezas.
Que não estamos sós na multidão.
Precisamos estar juntos,
Da esperança que brota no coração.

Precisamos de nós mesmo,
Para nos mostrar na riqueza interior,
Que não estamos reféns da terrível doença
Do medo e da solidão!
________________________
Delasnieve Daspet

22-06-2002

http://www.lunaeamigos.com.br/

http://delasnievedaspet.blog.uol.com.br/

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E agora, “Zé”? Ou “Manel”?

Saiu no JORNAL DO BRASIL
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Internacional

Parlamento volta a debater reforma

Com petição assinada por mais de 113 mil portugueses, Acordo Ortográfico enfrenta resistência

Apesar de o tema ter sido amaplamente discutido entre países que têm a língua portuguesa como oficial, o Acordo Ortográfico – em vigor no Brasil desde janeiro – teve novo revés. Ontem, o Parlamento português discutiu uma proposta de renegociação da reforma, mesmo tendo sida aprovada por governo e Assembleia da República. Ao final da discussão, o Partido Socialista se viu isolado a favor do novo acordo.

Segundo a BBC Brasil, na proposta, que chegou ao Parlamento graças à uma petição assinada por 113.206 portugueses (são necessárias 5 mil assinaturas), pede-se que o governo reveja os pontos da reforma ortográfica, considerados pelos organizadores do abaixo-assinado contraditórios.

– Pede-se que o governo abra negociações com o objetivo da revisão dos termos do acordo. Na nossa opinião, o acordo teria de ser revogado porque é um acúmulo de disparates – explica o deputado Vasco Graça Moura, um dos organizadores do abaixo-assinado.

De acordo com Moura, a "petição foi discutida na Comissão de Ética e Sociedade da assembléia e o relatório do deputado Barreiras Duarte, que dá razão à petição, foi aprovado por unanimidade".

Dos países lusófonos, apenas o Brasil deu início oficialmente ao período de transição da aplicação do acordo. Portugal, Brasil, São Tomé e Cabo Verde são os países de língua portuguesa que já aprovaram o acordo. A data para o início do período de transição ainda não foi determinada em Portugal. Em entrevista à Lusa, uma fonte dos peticionários disse que o debate no Parlamento poderá alterar algumas "situações caóticas" que o acordo prevê.

– Se os fundamentos científicos e linguísticos que sustentam a petição forem tidos em conta, poderá impedir-se o caos ortográfico que acontecerá, de um e outro lado do Atlântico, se o acordo for integralmente avante – observou.

Segundo o documento final, a reforma "enferma de vícios suscetíveis de gerarem a sua patente inconstitucionalidade". Para os assinantes da petição, as justificativas para acordo são falsas: discordam de que ele vai ajudar a combater o analfabetismo com a simplificação e ajudar a língua portuguesa a se impor como língua internacional. Também dizem que a justificativa para a adoção não tem base científica.

Entre as principais queixas dos críticos ao acordo está a de que a eliminação de "p" e "c" não pronunciados em palavras como "óptimo", "Egipto", "acto" ou "facção" abandona a etimologia das palavras.

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De novo, o acordo
Gabriel Antunes de Araujo
LINGUISTA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Aqui no Brasil, considerávamos as discussões sobre o Acordo Ortográfico tema superado. No entanto, chegam de Lisboa notícias sobre a reabertura do tema pelo Parlamento, instigado por abaixo-assinado de mais de 100 mil peticionários que pretendem anular a reforma. A petição diz que o acordo é impreciso, ambíguo e anticientífico. Os portugueses têm razão.

Os argumentos dos defensores da anulação do acordo são razoáveis: a reforma não auxiliará no combate ao analfabetismo e nem ajudará o português a se tornar uma língua internacional. Não será a abolição de tremas ou regras de emprego do hífen que tornarão a tarefa de alfabetizar mais simples ou a língua portuguesa mais prestigiada. A língua inglesa convive com as normas britânica e a norte-americana: isso não impediu que se tornasse global e que o analfabetismo, nestes países, fosse praticamente erradicado. Além disso, o acordo carece de embasamento científico e coerência interna.

Há várias línguas (inclusive no Brasil) que fazem uso de ortografias científicas. Seguem o princípio da univocidade entre o som e o símbolo gráfico (a letra). Se uma reforma ortográfica (cientificamente embasada) fosse proposta, as alterações tornariam a língua portuguesa escrita quase irreconhecível. Por outro lado, a ortografia reflete momentos históricos distintos na criação de palavras e na incorporação daquelas de origem estrangeira. Uma reforma não pode ignorar essa história.

Os portugueses, por exemplo, reclamam da eliminação das consoantes "mudas", como em óptimo e acto. Argumentam que eliminá-las, sem eliminar outras consoantes mudas é incoerente. Entramos, aqui, na discussão sobre o elo etimológico: algumas palavras são grafadas do jeito que são para se preservar uma ligação com o passado da palavra. Os portugueses alegam falta de coerência. Estão corretíssimos.

Porém, não têm razão quando afirmam que o acordo é uma concessão ao português do Brasil. Quais são os argumentos para embasar esta afirmação? Não os há. É apenas uma impressão, sobretudo porque a iniciativa partiu de entidades brasileiras e sugere-se que o acordo visa beneficiar editoras brasileiras que buscam acesso ao mercado livreiro luso-africano. Os portugueses podem conseguir mais aliados se deixarem de lado o argumento xenófobo e se concentrarem na ausência de coesão interna. Em oposição ao famigerado acordinho, há duas opções: uma reforma ortográfica ampla ou deixar como está. Portugueses preferem a segunda e brasileiros parecem não se importar com nenhuma.

criado por mim    16:51:19 — Arquivado em: Evolução

19/5/09

Médicos malformados

Assuntos muito sérios a formação acadêmica e a qualidade de ensino no Brasil.
No caso da Medicina, seria injusto não dizer que temos algumas boas Universidades e excelentes médicos.
 Mas com 173 Faculdades licenciadas pelo MEC, sem uma política educacional séria vigente, é quase  impossível que não exista a má formação médica, o que é crime contra a vida.

Daniel
(sergio apollinario)

Médicos malformados (Artigo) 

Data: 18/05/2009
Veículo: ESTADO DE MINAS - MG
Editoria: OPINIÃO
Jornalista(s):
José Luiz Gomes do Amaral - Presidente da Associação Médica Brasileira
Edmund Chada Baracat - Diretor Científico da Associação Médica Brasileira
Assunto principal:  MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Vende-se a ideia de que o diploma universitário seja o passaporte para um futuro melhor; que o acesso à universidade automaticamente implicaria inclusão social. De fato, a ascensão social e econômica se abre aos que logram a qualificação necessária para competir por oportunidades oferecidas pelo país em desenvolvimento. Omite-se que diploma nem sempre implica qualificação e oportunidades podem não ser suficientes, caso o desenvolvimento não atenda as expectativas. Alguns o fazem por atávica distração, face obstáculos difíceis. É mais comum, todavia, que outros o façam intencionalmente, buscando defender interesses inconfessáveis. Nem o desenvolvimento nem o ensino têm correspondido às aspirações. Haja vista a escassez de oportunidades. Acrescente-se que nossos diplomas, considerada a insuficiência do ensino brasileiro, longe estão de expressar qualificação.

A história brasileira, desde a segunda metade do século que vimos encerrar e, sobretudo desde o início do milênio, revela os resultados da ausência de política educacional e da ação predatória de um contingente cada vez maior de empresários inescrupulosos a parasitar o cenário das universidades e da política. Não são raras as comparações entre o Brasil e países desenvolvidos no campo da qualidade do ensino pré-universitário. Não resta a menor dúvida da imensidão do nosso despreparo para enfrentar o mundo globalizado. O processo de degradação fez-se primeiro sentir na educação pré-universitária. O magistério sofreu profunda desvalorização e as escolas públicas perderam todo o prestígio, transferido a algumas poucas instituições privadas, reservadas às elites.

A legislação permissiva e o uso indevido da autonomia universitária têm facilitado a disseminação de todo tipo de faculdade, o que, na medicina, nos fez ultrapassar marcas mundiais, inusitadas mesmo em países com populações muitas vezes maiores que a nossa. Hoje, no Brasil de 190 milhões de habitantes, há registro no Ministério da Educação de 173 faculdades de medicina, número superado apenas pela Índia, com 272 escolas médicas para 1,132 bilhão de habitantes; superior à China, com 150 faculdades e 1,3 bilhão de habitantes.

Faltam às escolas médicas instituições assistenciais próprias, o que inviabiliza a integração do ensino com a prática clínica, reconhecida como essencial à formação. Quando muito, e muitas são as faculdades que nem disso dispõem, há convênios de fachada com hospitais públicos ou privados. Neles, os alunos são deixados a acompanhar profissionais desvinculados do corpo docente da faculdade de origem. Educadores mascates se especializaram em elaborar modelos pedagógicos anunciados como inovadores, vendendo-os por todo o país como se pudessem substituir a atenção direta ao doente, o médico-professor e o hospital. Aliás, em concertada ação, ouve-se acrimoniosa crítica aos modelos rotulados hospitalocêntricos e à medicalização da saúde, como se fosse melhor banir hospitais e médicos das faculdades de medicina!.

Tomam assim espaço as teorias ditas inovadoras: criar escolas onde não há médicos, como se pudessem servir de polos para a fixação desses profissionais. Como se ao abrir uma escola de pesca no deserto, lá viessem a se estabelecer pescadores. Como se fosse dispensável expor futuros médicos à atividade assistencial apropriada. Como se fosse possível antecipar o ensino à boa prática. Derradeiro bastião de resistência, os programas de especialização, particularmente a residência médica, são deixados à inanição, carentes de recursos, drenados para os tais programas inovadores. Residentes são abandonados sem supervisão; à falta de orientação qualificada, entregam-se ao autoaprendizado, em práticas improvisadas, em ambiente impróprio ao ensino ou ao exercício da profissão médica. As pálidas iniciativas de saneamento, mais propostas abstratas que ações concretas, ilustradas nas recentes publicações de avaliações pontuais e incompletas, talvez rompessem a escuridão que nos oprime; não fosse a cínica e indecorosa proposição recente de oito novas faculdades de medicina.

Este é nosso horizonte. Não vivêssemos a democracia, restar-nos-ia a resignação. Não nos resignemos; é possível mudar. Nesse contexto, reconstruir o ensino médico e com ele a dignidade da assistência médica exige de todos participação. Em outras palavras: discussão, decisão e mobilização. Mobilização dos que vivem neste país, onde dinheiro não é tudo, mas quase tudo e a todos compra; onde nem tudo é negócio, mas é visto e tratado como tal. Educar nossos filhos contrariamente a tais cínicas premissas não lhes inviabiliza jamais a sobrevivência. Faz deles instrumentos transformadores desta sociedade ora tristemente permissiva.

Educadores mascates elaboram modelos pedagógicos inovadores, como se pudessem substituir a atenção direta ao doente, o médico-professor e o hospital

Fonte:
http://www.linearclipping.com.br/cnte/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=93&codnot=734905

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17/5/09

Sofrer ou não

Na senda da evolução:

Sofrer ou não

Para quem está fazendo alguma coisa, uma parte bem difícil é se expor. Sempre que alguém se expõe, seja com o melhor feito do mundo, haverá críticos injustos e até mesmo especialistas em denegrir imagens a troco de nada, apenas pelo simples prazer de falar mal.
A única forma de se evitar isso é ser como uma sombra, que nada diz, nada fala ou nada faz. Mesmo assim, não há garantias de que não encontre maus comentários.
Quem está engajado com a evolução, parado não pode ficar.
Terá que fazer algo. Logo, deverá ficar muito atento com o trato que dará a esses inconvenientes, procurando evitar sofrimentos desnecessários, que não ajudarão a crescer.
Cuidado, portanto, amigos.
A sabedoria pode amenizar esses dissabores.
Proponho a leitura do texto abaixo.

Abraços fraternos,
Sergio Apollinario


"Creio que o fato de sofrermos ou não depende em grande parte de como reagimos a uma determinada situação.
  Por exemplo, digamos que tenhamos descoberto que alguém está falando mal de nós pelas nossas costas. Se reagirmos a essa informação de que alguém está falando mal de nós, a esse fato negativo, com uma sensação de mágoa ou raiva, somos nós mesmos que estamos destruindo nossa paz de espírito. Nossa dor é nossa própria criação pessoal.

Por outro lado, se nos contivermos para não reagir de modo negativo, se deixarmos que a calúnia se dissipe como um vento silencioso que passa por trás da nossa cabeça, estaremos nos protegendo daquela sensação de mágoa, daquela sensação de agonia. Logo, embora nem sempre sejamos capazes de evitar situações difíceis,podemos modificar a intensidade do nosso sofrimento pela escolha de como reagiremos à situação.”

Também costumamos aumentar nossa dor e sofrimento sendo excessivamente sensíveis, reagindo com exagero a fatos insignificantes e às vezes levando as coisas para um lado muito pessoal…"

Dalai Lama *


"Com essas palavras, o Dalai-Lama reconhece a origem de muitas irritações do dia-a-dia que podem se acumular de modo a representar uma importante fonte de sofrimento. Alguns terapeutas às vezes chamam esse processo de personalização da dor — a tendência a estreitar nosso campo de visão psicológica, interpretando ou confundindo tudo o que ocorre em termos do seu impacto sobre nós."

Howard C. Cutler *
Psiquiatra

*Ambos em "A Arte para a Felicidade"

http://br.groups.yahoo.com/group/grupomahavidya/

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