O Anjo Daniel

Sergio Apollinário, professor-Rio/RJ, espiritualista, pintor. Nick: Daniel, anjo do dia que nasci, 08 de maio.Direitos Autorais protegidos pela LEI 9610/98.Repasse com a autoria e a origem.Obrigado pela sua visita.

21/6/07

Ser Mestre do Seu Desejo

 

Ser Mestre do Seu Desejo
Daniel
(Sergio Apollinario)

Dentro da visão evolucionista, o chamado homem comum é um estágio em que o desejo de ser grande e o desejo sexual se sobrepõem aos demais. Tudo gira em torno disso.

O problema do homem comum é a infelicidade que sente quando esses dois desejos não são vividos satisfatoriamente. Terá sentimentos de menos valia em relação ao desejo de ser grande. Entrará em depressão, ou conseqüências mais graves, ao sentir-se frustrado na tentativa de completude do desejo sexual. Até porque só encontrou esse caminho para a liberação das endorfinas de seu organismo, o que traz uma enorme sensação de alegria e felicidade.

A etapa seguinte, o homem esclarecido, tem que ser conquistada por meio de algum dos inúmeros processos existentes de autoconhecimento. É preciso que sinta vontade de encontrar um caminho de melhor administração para o louco que existe dentro de si. Engajado com no autoconhecimento, começa a evoluir.

O desejo de ser grande perde seu significado primitivo, uma vez que passa a ser mais importante para o homem conseguir ser ele mesmo. O desejo sexual não morrerá, contudo, deixará de ser a forma privilegiada de sentir prazer, tornando-se naturalmente apenas uma delas.

A psique humana goza com tudo e qualquer coisa. Logo, é possível escolher inúmeras maneiras sadias de gozo, oferecidas pelas incontáveis experiências que a vida proporciona - o que também liberam as endorfinas tão necessárias ao seu bem estar.

Como se vê, evoluir não é tão complicado, embora o processo não seja fácil, pois requer grandes mudanças internas.

O homem jamais deixará de desejar. Morrerá assim. Todo desejo é louco em sua própria demanda. Portanto, não tem cura, graças a Deus. Existe, entretanto, a possibilidade de direcioná-lo e ampliar a sua gama de opções.

O homem evoluído evita o sofrimento desnecessário, por saber o que lhe é impossível atingir.
Se tudo que é desejado traz consigo um certo sofrimento, descobre, então, que melhor é sofrer pelo que vale a pena. O gozo encontra-se em qualquer vivência que traga satisfação, até surgir à necessidade da próxima.

Há uma grande sabedoria na loucura desejante.
Todo sábio é um louco que aprendeu a ser mestre do seu desejo.


Editado na:
Entre Palavras E-Zine Nª1 (abril/2006)
"Humanos, demasiado Humanos "

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19/6/07

Da Arte

 

Da Arte
Daniel

A arte está no homem assim como a borboleta na lagarta. Não é apenas dom de alguns. Todos podem exercer uma atividade artística. Antes, porém, tem que se passar pela metamorfose dos condicionamentos para dar asas e matizes ao artista que há dentro de cada um. A arte não é hedonismo ou terapia, embora seu exercício venha a ser terapêutico. A arte humana é a expressão de imagens internas por meio de formas, cores, movimentos, sons e palavras. Ao artista importa a criação. A conquista de admiradores representa simplesmente uma conseqüência do modo de expressar-se.

Sendo a vida uma grande obra de arte, a mais bela inspiração do Criador, saber viver é também uma arte. Olhando-a sob este aspecto, então, temos todos que ser artistas.

 

http://ilove.terra.com.br/edna/

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10/6/07

A Expresão do Belo

 

A Expressão do Belo
Daniel

A natureza é bela porque sua existência tem origem na vida que se aprimora sem cessar.
Igualmente, o homem consciente da sua evolução expressa a beleza como um ato de prazer em viver.
O motivo da expressão do belo, porém, não deve nunca ser movido pela vaidade, indicadora do homem dominado pelo próprio ego.

O ego, sendo apenas o imaginário, representa uma das funções psíquicas necessárias ao desenvolvimento do homem, e também está em evolução.
Tem-se um ego, mas se é muito diferente do que ele faz com que se suponha. Continua a ser um aprendizado compreender que se o tem
para o exercício da imaginação, mas é um erro se confundir com o produto por ele criado.

A identificação com o ego gera o que Jung chamava de “persona”, que acaba dando origem a um narcisismo extremado, ou até mesmo a uma psicose, se não for percebida a tempo de se quebrar esse “espelho meu”.
Segundo o pensamento de Lacan de que “somos onde não pensamos” (e isto é mais do que sério: é grave), realmente, ninguém sabe quem é.
Só com o tempo, junto ao cultivo da auto-análise, consegue-se chegar a uma melhor compreensão do que se pode ser, e mesmo assim enquanto tal,
pois se permanecerá deparando com grandes surpresas sobre si.

Assim sendo, o melhor a fazer, portanto, é “brincar de faz de conta”.
Rir das próprias criações imaginárias.
Amar a vida e expressar o que é belo como um hino de louvor a Deus,
seja lá como for que cada um o conceba.

 

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5/6/07

Decadência e Regeneração

 

Decadência e Regeneração
Daniel

A humanidade já passou por civilizações esplêndidas.
Todas, porém, tiveram seu apogeu e declínio, sendo por outras substituídas. Assim é a evolução. Nada se repete. Tudo se transforma constantemente.
Hoje, vivem-se momentos incomparáveis. Nunca o homem conheceu tanto avanço tecnológico e científico. A qualidade de vida que se tem nos dias atuais não foi conhecida por nenhuma das civilizações anteriores.
É verdadeiramente fantástico. Pena que muitos nem se dêem conta do quanto é magnífico viver agora, apesar de todos os pesares que possam existir.

Há, entretanto, uma grave crise de valores. Neste campo, o mundo se encontra em decadência. Isto indica que um novo período está próximo de ocorrer.
Não se pode, contudo, ficar aguardando que apareça um mentor.
Todos são responsáveis.
Ao se dizer sim ou não para o que aí está, favorece-se à decadência ou contribui-se para o surgimento de novos valores, compatíveis com a dignidade que a vida humana impõe.

Sabe-se que as coisas jamais serão como eram, entretanto, também não ficam como estão. Assim sempre foi. Qualquer sociedade se reorganiza após momentos críticos. O que é mal só existe onde houver ignorância.
É preciso que homem se torne mais esclarecido, que desperte de seu estado auto-hipnótico, onde pouco percebe o que ocorre ao seu redor, tendo olhos apenas para o próprio umbigo.
A maior causa da ignorância é a acomodação, filha dileta da preguiça.

De qualquer forma, nem que seja por utopia, continuo a acreditar na inteligência do homem e na sua capacidade de engendrar mudanças.
A sobrevivência deste belo planeta depende agora da inteligência humana.
O homem está destruindo seu habitat. Compete a ele evitar tal catástrofe.
Os valores humanistas estão sendo corrompidos. Deve o homem pôr fim a tudo isto, antes que seja tarde.
È certo que maioria continuará impassível, assistindo a sua própria destruição. Mas, se um determinado número de pessoas se mobilizar, ainda é possível que ocorra uma transformação mundial.
Creio nesse mundo melhor e na regeneração da espécie homo sapiens sapiens!
Idealismo demais? Não sei…

criado por mim    23:16:45 — Arquivado em: Sem categoria

4/6/07

Estrada

 

A estrada fez-se deserta, sombria…
Devia de amor estar toda florida.
Mas… Ai, que não fechou a ferida!
Nunca soube se vinhas ou se ias.
Portanto, no lamento que ora solto,
Sozinha, tu deves em frente seguir,
Pois sozinho neste adeus eu volto.

Daniel

 

Varal Luna e Amigos (exercício poético em sete versos):

http://www.lunaeamigos.com.br:80/varal/varal24ano6.htm

 

criado por mim    03:21:04 — Arquivado em: Sem categoria

Celebridade

 A Celebridade
Fernando Pessoa


Às vezes, quando penso nos homens célebres, sinto por eles toda a tristeza da celebridade.
A celebridade é um plebeísmo. Por isso, deve ferir uma alma delicada.
É um plebeísmo porque estar em evidência, ser olhado por todos inflige a uma criatura delicada uma sensação de parentesco exterior com as criaturas que armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas praças.
O homem que se torna célebre fica sem vida íntima: tornam-se de vidro as paredes da sua vida doméstica; é sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas mínimas ações - ridiculamente humanas às vezes - que ele quereria invisíveis, coa-as a lente da celebridade para espetaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma se estraga ou se enfastia.
É preciso ser muito grosseiro para se poder ser célebre à vontade.
Depois, além dum plebeísmo, a celebridade é uma contradição.
Parecendo que dá valor e força às criaturas, apenas as desvaloriza e as enfraquece.
Um homem de gênio desconhecido pode gozar a volúpia suave do contraste entre a sua obscuridade e o seu gênio; e pode, pensando que seria célebre se quisesse, medir o seu valor com a sua melhor medida, que é ele próprio. Mas, uma vez conhecido, não está mais na sua mão reverter à obscuridade.
A celebridade é irreparável. Dela como do tempo, ninguém torna atrás ou se desdiz.
E é por isso que a celebridade é uma fraqueza também.
Todo o homem que merece ser célebre sabe que não vale a pena sê-lo.
Deixar-se ser célebre é uma fraqueza, uma concessão ao baixo-instinto, negativo ou selvagem, de querer dar nas vistas e nos ouvidos.

criado por mim    01:14:53 — Arquivado em: Sem categoria

2/6/07

Sonhos e fantasias

 

Sonhos e fantasias
Daniel

Sonhos e fantasias são produzidos pela imaginação.
Existe, contudo, uma grande diferença entre os dois.
As fantasias não se realizam.
Apenas porque é impossível de se tornarem reais.
Quanto aos sonhos, estes podem se manifestar,
se lhes forem aplicados atos pertinentes.
Santos Dumont sonhou em voar… E voou…

Comumente, a razão consegue discernir entre ambos,
abandonando a fantasia e descobrindo
os meios que levam os sonhos a se realizarem.
Mas, quando os desejos fantasiosos são
muito intensos, a razão fica toldada.
Neste caso, não há como distingui-los.
Somente a ação poderá revelá-los.

Se for uma fantasia, mostrada será
pela triste decepção. Melhor.
Fica- se sabendo que não ia adiantar mesmo.
Se for um sonho, porém, os caminhos
começam a aparecer e ele se torna
cada vez mais próximo.

Duas coisas, portanto, nunca se pode
deixar de fazer: sonhar e agir com persistência.
Dos sonhos não se deve abrir mão,
pois único risco existente é ele se tornar
uma realidade.

 

criado por mim    00:58:26 — Arquivado em: Sem categoria
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