29/4/09
Iom Ha Shoah
Que a lembrança do holocausto dos judeus, executado pelos nazistas, sob o comando de Hitler, na 2ª guerra mundial, fique registrado na História da Terra para que nunca mais aconteça a povo nenhum, sob nenhuma hipótese.
Todos os povos têm direito à vida, à liberdade e ao progresso.
Daniel
Discurso do Presidente Shimon Peres na Cerimônia de abertura
do dia de Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto
(Iom Ha Shoah - abril - 2009)
Traduzido por Rivkah Cohen
rivkah@rivkah.com.br
Primeiro Ministro Binyamin Netanyahu,
Porta-Voz do Knesset Reuven Rivlin,
Presidente da Corte Suprema da Justiça, Dorit Beinish,
Rabinos, Rabbi Shlomo Moshe Amar y Rabbi Yona Metzger,
Presidente do Conselho do Yad Vashem, Rabbi Israel Meir Lau,
Presidente da Junta Diretiva de Yad Vashem, Sr. Avner Shalev,
Sobreviventes do Holocausto,
Justos entre as Nações,
Distintos convidados,
Seis (6) milhões de judeus foram assassinados pelos nazistas e seus colaboradores, simplesmente porque eram judeus.
Um milhão e meio de crianças foram aniquiladas, unicamente porque pertenciam ao povo judeu. Seus nomes eram Mosheh, Abraham, Rivkah e Leah, inclusive antes ainda de entenderem o significado de seus nomes. Um em cada três do nosso povo foi massacrado durante aqueles seis anos.
Cada vítima tem um nome.
Cada judeu assassinado tinha um futuro.
O genocídio cometido pelos assassinos nazistas foi um crime histórico de proporções e sem precedentes.
O Estado de Israel é nossa vitória histórica sobre a besta nazista que moveu céus e terra na Europa. A introspecção sobre o Holocausto não terminou e nunca deveria terminar. nem de nossa parte, nem por parte do mundo em geral. pois o nazismo foi derrotado mas o antissemitismo ainda vive e bem! O gás se dissipou mas o veneno permanece. Existem ainda negadores do Holocausto e impetuosas cabeças raspadas no mundo que o negam com o tipo de ódio visceral que conduz ao assassinato racista.
A Conferência que se inaugura hoje em Genebra, constitui uma aceitação do racismo, mais que a luta conta o mesmo e seu principal orador é Ahmadnejad, que proclama a aniquilação de Israel e nega o Holocausto.
Estão também os Justos entre as Nações. Nunca esqueceremos seu heroísmo.
A crítica ao Estado Judeu está mesclada com o desenfreado antissemitismo. Entre aqueles que colaboraram com os nazistas e os que apoiaram e deixaram que o Holocausto ocorresse estão os que criticam que um Estado se levantasse para servir de abrigo aos sobreviventes do Holocausto.
O único Estado que evitará outro Holocausto.
O antissemitismo não é uma enfermidade judia e sua cura incumbe aos que o perpetram.
É difícil compreender porque déspotas, tais como o nazista Hitler, o bolchevista Stalin e o persa Ahmednejad escolhem os judeus como objetivo principal de seu ódio, loucura e violência. Talvez mirem o povo judeu por seu poder espiritual - uma nação pobre em posses materiais, ainda que rica em valores - uma vez que quem é afetado pela megalomania teme o poder do espírito. Os judeus não adoram ídolos ou autoridade e seu D’us deus à humanidade a sua consciência; Fomos os primeiros a crer que cada pessoa é criada à imagem de D’us e recebemos a ordem de santificar a vida, evitar o assassinato e a discriminação.
Aprendemos que nossa herança espiritual depende da segurança física. Um povo que perdeu um terço de seus membros, um terço de suas crianças no Holocausto não esquece e não pode se tornar desprevenido.
Portanto, a primeira lição que nós aprendemos com o Holocausto foi a necessidade de estabelecer de imediato um Lar Nacional judeu - um Estado judeu sem o qual os sobreviventes teriam ficado sem lar e suas vidas teriam permanecido expostas e liberadas para a destruição. O Estado de Israel não é somente o escudo protetor dos judeus, é também um ideal de importância histórica: ser uma nação com uma mensagem moral.
Sua existência e herança estão inextricavelmente unidas. Nunca pedimos a outras nações que nos defendessem e tomamos a decisão de que os conflitos espirituais não nos dividiriam.
Não permitiremos que a memória do Holocausto diminua e devemos assegurar que os portadores dessas memórias não diminuam em número. O Estado judeu deve assegurar a continuidade do povo judeu, porque nosso povo tem somente um país. Nossos patriarcas deram, há 3.000 anos, ao mundo os Dez Mandamentos e ainda hoje não há necessidade de uma versão atualizada.
A grandeza do povo judeu deriva de seu espírito.
As FDI deram segurança ao Estado de Israel cujas almas estão sedentas de paz. De acordo com a visão de Israel a paz não é somente uma questão de sabedoria política mas um imperativo judeu fundamental.
Nunca nos propusemos conquistar. Não corremos na direção da dominação. Rechaçamos o senhorio, combatemos a discriminação, protestamos contra a escravidão, proibimos a violência. Cremos na permanência do homem e rezamos pelo Tikum Olam (Correção do Mundo) e a Paz mundial.
Fomos golpeados não apenas pelo horror sem precedentes do Holocausto mas também pela fortaleza extraordinária do nosso povo.
Esta é uma lição para o futuro: combinar fé e poder.
Ser um povo justo num mundo injusto.
Quem quiser tentar quebrar o nosso espírito aprenderá que esse alento não pode ser extinto, ainda que nosso barco seja pequeno, há um poderoso vento que sopra através de suas velas.
O Holocausto estará sempre em nossos corações e nos damos conta de que ainda há muito trabalho pela frente: construir um Estado que seja digno do sacrifício de nossos antepassados e uma resposta às aspirações de seus filhos.
Mensagem enviada em 25/04/2009.

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