O Anjo Daniel

Sergio Apollinário, professor-Rio/RJ, espiritualista, pintor. Nick: Daniel, anjo do dia que nasci, 08 de maio.Direitos Autorais protegidos pela LEI 9610/98.Repasse com a autoria e a origem.Obrigado pela sua visita.

29/5/09

A Culpa

Todos nós que já despertamos para a finalidade primordial da existência, a evolução, sabemos que é possível escolher a forma de como lidar com os nossos sentimentos. Mesmo sendo um sentimento desagradável e inevitável, podemos transformá-lo, através de uma atitude mental, em algo que contribua para o nosso crescimento interior.
O sentimento deve estar a favor da construção de uma relação mais feliz com as experiências da vida e com os outros.

Entre os mais infelizes sentimentos, sabotadores da felicidade, está a culpa. Precisamos compreender desde cedo que o sentimento de culpa está ligado a um desejo de causar sofrimento a nós mesmos, ou acoplado à prepotência de que podíamos ter evitado que aquilo ocorresse. Não podíamos.

A partir de uma melhor administração do sentimento de culpa, começa o nosso aprendizado de sermos mais felizes. Sim, conquistarmos a felicidade e diminuirmos a carga de sofrimentos desnecessários são coisas que necessitamos aprender e desenvolver. Não nascemos prontos para tal.

Daniel
(sergio apollinario)

A CULPA
(A Transformação do Sentimento)

Produtos de um mundo imperfeito, todos nós somos imperfeitos. Cada um de nós fez algo de errado. Há coisas que lamentamos — coisas que fizemos ou que deveríamos ter feito. Reconhecer nossos erros com um verdadeiro sentido de remorso pode servir para nos manter na linha na vida e pode nos estimular a corrigir nossos erros quando possível e dar os passos necessários para agir corretamente no futuro.

Se permitirmos, porém, que nosso remorso degenere, transformando-se em culpa excessiva, se nos agarrarmos à lembrança das nossas transgressões passadas com uma contínua atitude de censura e ódio a nós mesmos, isso não leva a nenhum objetivo, a não ser o de representar uma fonte implacável de autopunição e de sofrimento induzido por nós mesmos.

Dalai Lama
E Howard C. Cutler
Em “A Arte da Felicidade”

Tenho a cópia original do livro em doc.
Peso: 2.174 kb
Desejando receber, envie-me um e-mail:
sergio.apollinario@terra.com.br
 

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BANALIDADE DO MAL - Mª Lucia Victor Barbosa

BANALIDADE DO MAL

Maria Lucia Victor Barbosa

29/05/2009

Estaremos no fim de uma era? Essa pergunta não pretende uma interpretação milenarista de cunho profético ou religioso, que prevê catástrofes destruidoras da ordem vigente, a qual seria substituída por tempos de felicidade. Mesmo porque, dificilmente dá para imaginar um mundo onde o mal deixe de ser o locatário.

Seja como for, não se pode deixar de constatar que o mal tem estado bastante ativo. Pior. Está se vivendo a banalidade do mal, expressão da filósofa judia, Hannah Arendt, que tomo emprestado. 

Isto não é difícil de constatar, pois nessa época em que valores foram perdidos, os horrores da violência, da impiedade, da indiferença à vida, aumentaram substancialmente. Lideranças perniciosas manipulam a maioria incapaz de discernir sua própria ruína. Através de conceitos deturpados governos utilizam o “duplipensar”, termo criado por George Orwell em “1984”. Desse modo, despotismo passa por democracia. Populismo é visto como defesa dos interesses do povo. Arbitrariedades de toda espécie são apresentadas como exercício de soberania. Intoxicadas pela propaganda enganosa as massas louvam e cultuam personalidades equivocadas. Evolui no mundo o terrorismo que se alimenta do fanatismo religioso. Avoluma-se a corrupção nos meios governamentais e políticos estão se lixando para a opinião pública. Eles sabem que na verdade opinião pública inexiste. Mesmo porque, façam o que fizerem, são eleitos e reeleitos.

Se tudo é processo, foram gestadas nas mudanças mundiais figuras malignas, entre as quais se destacam Mahmoud Ahmadinejad, o fanático e despótico presidente do Irã, e Kim Jong-il, o tirano comunista da Coreia do Norte.

Ahmadinejad, que nega o holocausto, tem como obsessão destruir Israel. E enquanto o presidente norte-americano, Barack Hussein Obama, prefere as luvas de pelica da diplomacia, Ahmadinejad, o odiento, avança em seu programa nuclear pondo em risco não só Israel, mas todo o mundo.

Quanto ao ditador Kim Jong-il, deu demonstração de força ao realizar neste mês de maio seu segundo teste nuclear. Ele explodiu um artefato que pode ter potência comparável à bomba que os Estados Unidos lançaram em Hiroshima, em 1945. Isto além dos mísseis que vem lançando, o que põe em alerta especialmente a Coreia do Sul e o Japão. Um dos mísseis que fazem parte do arsenal da Coreia do Norte, o Taepodong, pode atingir o Alasca e o Havaí. Naturalmente tais atos desencadearam a reprovação mundial, inclusive, a do Conselho de Segurança (CS) da ONU. Até a China, que sustenta a miserável Coreia do Norte se posicionou contra as provocações do homenzinho.

O leitor pode indagar: o que o Brasil tem a ver com tais turbulências? Respondo que tem a ver com a banalização do mal. Isto porque, nossa política externa, comandada de fato por Marco Aurélio Garcia, tem demonstrado uma atração irresistível para o que não presta.

Por exemplo, Ahmadinejad foi convidado a nos visitar mesmo após seu discurso violento contra Israel, pronunciado na conferência sobre racismo promovida pela ONU. Felizmente ele cancelou a vinda e pesaram para isso os protestos de judeus e de movimentos sociais contra a presença nefanda. Ahmadinejad deixou, por assim dizer, seu anfitrião e presidente da República, Lula da Silva, esperando no aeroporto.

Kim, chamado de o “Grande Sol do século 20”, também merece a paixão de nossa diplomacia. Tanto é que pela primeira vez o Brasil poria uma embaixada na Coréia do Norte. O presidente Lula da Silva teve que recolher às pressas a tal embaixada, que ficou postergada para quando o tresloucado tirano, quem sabe, ficar mais calmo e parar de provocar o mundo do alto de seus sapatos de plataforma, tentativa de aumentar sua diminuta estatura.

Na ONU o Brasil vem consolidando a posição de poupar países acusados de violar direitos humanos, como a Coréia do Norte e o Congo. Tampouco menciona esses direitos em seus negócios com a China. E votou a favor de uma polêmica resolução na ONU que poupa críticas ao governo da Sri Lanka e evita investigação internacional sobre crimes de guerra.

Estamos à beira de perder mais um cargo internacional, entre os muitos que já perdemos, diante da escolha do Itamaraty que recai sobre um egípcio antissemita para diretor da UNESCO, em detrimento de um brasileiro.

Na América Latina existe um indisfarçável caso de amor entre Lula da Silva e seus admirados companheiros da esquerda caudilhista: Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correia, Fernando Lugo e o eterno ditador do Caribe, Fidel Castro. Na áfrica o presidente da República visita ditadores e pergunta como fazer para ficar tanto tempo no poder.

Para culminar, o terrorista e assassino italiano, Cesare Battisti, é nosso, sem possibilidade de extradição para a Itália. E, segundo Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, em 26/05/09, “está preso no Brasil, sob sigilo rigoroso, um integrante da alta hierarquia do Al Qaeda, identificado como responsável pelo setor internacional da organização”.

Posteriormente foi dito que o homem chamado apenas de K tinha sido solto e o ministro da Justiça, Tarso Genro, defensor da permanência de Battisti no Brasil, desmentiu o relacionamento de K com a organização terrorista. Será isso mesmo?

Tudo é aceito com indiferença. Tudo está banalizado. Inclusive, o mal.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

mlucia@sercomtel.com.br

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Grupo Mahavidya

Grupo Mahavidya
Criado em 27/04/2002

É um grupo Universalista, voltado para a Evolução em todos os sentidos:
- Espiritual, existencial, científica, artística, literária, filosófica e humanista.

Somos como uma grande família unida em torno de um mesmo ideal:
- Um mundo melhor.

O grupo é moderado: inscrição e mensagens necessitam de aprovação dos moderadores.

Visite a nossa página e se você identificar com a proposta, inscreva-se.
Você é nosso(a) convidado(a).
http://br.groups.yahoo.com/group/grupomahavidya/

Você pode participar com mensagens, ficando no modo de recebimento que desejar: E-mails individuais, Resumo Diário (um só e-mail) ou Avisos Especiais (sem e-mails – avisos esporádicos).


Caso não tenha cadastro no Yahoo, poderá se inscrever
enviando um e-mail em branco (sem assunto) para:
grupomahavidya@yahoogrupos.com.br
(confirme o aviso que o Yahoo enviará)

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24/5/09

De Nós Mesmo - Delasnieve Daspet

De Nós Mesmo

Delasnieve Daspet

A solidão e o medo são faces
Da mesma moeda.
De nós mesmo.

O medo que sentimos
De nós mesmo
É a insegurança perante
Os desafios da vida.

É o receio de nos encontrarmos a sós.
De rever a caminhada.
Dos planos concluídos.
Do que falta realizar.
De se olhar de frente.

Ninguém vive só.
É importante ter alguém
Para troca de idéias.
Esclarecer dúvidas,
Desabar e encontrar apoio,
Alguém que nos diga
Que vale a pena continuar.

Precisamos de um equilíbrio,
De alguém que ampare,
Que não nos deixe cair na escuridão,
Que nos faça ver a luz no meio das trevas.

Alguém que nos mostre
As alegrias em meio as tristezas.
Que não estamos sós na multidão.
Precisamos estar juntos,
Da esperança que brota no coração.

Precisamos de nós mesmo,
Para nos mostrar na riqueza interior,
Que não estamos reféns da terrível doença
Do medo e da solidão!
________________________
Delasnieve Daspet

22-06-2002

http://www.lunaeamigos.com.br/

http://delasnievedaspet.blog.uol.com.br/

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E agora, “Zé”? Ou “Manel”?

Saiu no JORNAL DO BRASIL
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Internacional

Parlamento volta a debater reforma

Com petição assinada por mais de 113 mil portugueses, Acordo Ortográfico enfrenta resistência

Apesar de o tema ter sido amaplamente discutido entre países que têm a língua portuguesa como oficial, o Acordo Ortográfico – em vigor no Brasil desde janeiro – teve novo revés. Ontem, o Parlamento português discutiu uma proposta de renegociação da reforma, mesmo tendo sida aprovada por governo e Assembleia da República. Ao final da discussão, o Partido Socialista se viu isolado a favor do novo acordo.

Segundo a BBC Brasil, na proposta, que chegou ao Parlamento graças à uma petição assinada por 113.206 portugueses (são necessárias 5 mil assinaturas), pede-se que o governo reveja os pontos da reforma ortográfica, considerados pelos organizadores do abaixo-assinado contraditórios.

– Pede-se que o governo abra negociações com o objetivo da revisão dos termos do acordo. Na nossa opinião, o acordo teria de ser revogado porque é um acúmulo de disparates – explica o deputado Vasco Graça Moura, um dos organizadores do abaixo-assinado.

De acordo com Moura, a "petição foi discutida na Comissão de Ética e Sociedade da assembléia e o relatório do deputado Barreiras Duarte, que dá razão à petição, foi aprovado por unanimidade".

Dos países lusófonos, apenas o Brasil deu início oficialmente ao período de transição da aplicação do acordo. Portugal, Brasil, São Tomé e Cabo Verde são os países de língua portuguesa que já aprovaram o acordo. A data para o início do período de transição ainda não foi determinada em Portugal. Em entrevista à Lusa, uma fonte dos peticionários disse que o debate no Parlamento poderá alterar algumas "situações caóticas" que o acordo prevê.

– Se os fundamentos científicos e linguísticos que sustentam a petição forem tidos em conta, poderá impedir-se o caos ortográfico que acontecerá, de um e outro lado do Atlântico, se o acordo for integralmente avante – observou.

Segundo o documento final, a reforma "enferma de vícios suscetíveis de gerarem a sua patente inconstitucionalidade". Para os assinantes da petição, as justificativas para acordo são falsas: discordam de que ele vai ajudar a combater o analfabetismo com a simplificação e ajudar a língua portuguesa a se impor como língua internacional. Também dizem que a justificativa para a adoção não tem base científica.

Entre as principais queixas dos críticos ao acordo está a de que a eliminação de "p" e "c" não pronunciados em palavras como "óptimo", "Egipto", "acto" ou "facção" abandona a etimologia das palavras.

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De novo, o acordo
Gabriel Antunes de Araujo
LINGUISTA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Aqui no Brasil, considerávamos as discussões sobre o Acordo Ortográfico tema superado. No entanto, chegam de Lisboa notícias sobre a reabertura do tema pelo Parlamento, instigado por abaixo-assinado de mais de 100 mil peticionários que pretendem anular a reforma. A petição diz que o acordo é impreciso, ambíguo e anticientífico. Os portugueses têm razão.

Os argumentos dos defensores da anulação do acordo são razoáveis: a reforma não auxiliará no combate ao analfabetismo e nem ajudará o português a se tornar uma língua internacional. Não será a abolição de tremas ou regras de emprego do hífen que tornarão a tarefa de alfabetizar mais simples ou a língua portuguesa mais prestigiada. A língua inglesa convive com as normas britânica e a norte-americana: isso não impediu que se tornasse global e que o analfabetismo, nestes países, fosse praticamente erradicado. Além disso, o acordo carece de embasamento científico e coerência interna.

Há várias línguas (inclusive no Brasil) que fazem uso de ortografias científicas. Seguem o princípio da univocidade entre o som e o símbolo gráfico (a letra). Se uma reforma ortográfica (cientificamente embasada) fosse proposta, as alterações tornariam a língua portuguesa escrita quase irreconhecível. Por outro lado, a ortografia reflete momentos históricos distintos na criação de palavras e na incorporação daquelas de origem estrangeira. Uma reforma não pode ignorar essa história.

Os portugueses, por exemplo, reclamam da eliminação das consoantes "mudas", como em óptimo e acto. Argumentam que eliminá-las, sem eliminar outras consoantes mudas é incoerente. Entramos, aqui, na discussão sobre o elo etimológico: algumas palavras são grafadas do jeito que são para se preservar uma ligação com o passado da palavra. Os portugueses alegam falta de coerência. Estão corretíssimos.

Porém, não têm razão quando afirmam que o acordo é uma concessão ao português do Brasil. Quais são os argumentos para embasar esta afirmação? Não os há. É apenas uma impressão, sobretudo porque a iniciativa partiu de entidades brasileiras e sugere-se que o acordo visa beneficiar editoras brasileiras que buscam acesso ao mercado livreiro luso-africano. Os portugueses podem conseguir mais aliados se deixarem de lado o argumento xenófobo e se concentrarem na ausência de coesão interna. Em oposição ao famigerado acordinho, há duas opções: uma reforma ortográfica ampla ou deixar como está. Portugueses preferem a segunda e brasileiros parecem não se importar com nenhuma.

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19/5/09

Médicos malformados

Assuntos muito sérios a formação acadêmica e a qualidade de ensino no Brasil.
No caso da Medicina, seria injusto não dizer que temos algumas boas Universidades e excelentes médicos.
 Mas com 173 Faculdades licenciadas pelo MEC, sem uma política educacional séria vigente, é quase  impossível que não exista a má formação médica, o que é crime contra a vida.

Daniel
(sergio apollinario)

Médicos malformados (Artigo) 

Data: 18/05/2009
Veículo: ESTADO DE MINAS - MG
Editoria: OPINIÃO
Jornalista(s):
José Luiz Gomes do Amaral - Presidente da Associação Médica Brasileira
Edmund Chada Baracat - Diretor Científico da Associação Médica Brasileira
Assunto principal:  MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Vende-se a ideia de que o diploma universitário seja o passaporte para um futuro melhor; que o acesso à universidade automaticamente implicaria inclusão social. De fato, a ascensão social e econômica se abre aos que logram a qualificação necessária para competir por oportunidades oferecidas pelo país em desenvolvimento. Omite-se que diploma nem sempre implica qualificação e oportunidades podem não ser suficientes, caso o desenvolvimento não atenda as expectativas. Alguns o fazem por atávica distração, face obstáculos difíceis. É mais comum, todavia, que outros o façam intencionalmente, buscando defender interesses inconfessáveis. Nem o desenvolvimento nem o ensino têm correspondido às aspirações. Haja vista a escassez de oportunidades. Acrescente-se que nossos diplomas, considerada a insuficiência do ensino brasileiro, longe estão de expressar qualificação.

A história brasileira, desde a segunda metade do século que vimos encerrar e, sobretudo desde o início do milênio, revela os resultados da ausência de política educacional e da ação predatória de um contingente cada vez maior de empresários inescrupulosos a parasitar o cenário das universidades e da política. Não são raras as comparações entre o Brasil e países desenvolvidos no campo da qualidade do ensino pré-universitário. Não resta a menor dúvida da imensidão do nosso despreparo para enfrentar o mundo globalizado. O processo de degradação fez-se primeiro sentir na educação pré-universitária. O magistério sofreu profunda desvalorização e as escolas públicas perderam todo o prestígio, transferido a algumas poucas instituições privadas, reservadas às elites.

A legislação permissiva e o uso indevido da autonomia universitária têm facilitado a disseminação de todo tipo de faculdade, o que, na medicina, nos fez ultrapassar marcas mundiais, inusitadas mesmo em países com populações muitas vezes maiores que a nossa. Hoje, no Brasil de 190 milhões de habitantes, há registro no Ministério da Educação de 173 faculdades de medicina, número superado apenas pela Índia, com 272 escolas médicas para 1,132 bilhão de habitantes; superior à China, com 150 faculdades e 1,3 bilhão de habitantes.

Faltam às escolas médicas instituições assistenciais próprias, o que inviabiliza a integração do ensino com a prática clínica, reconhecida como essencial à formação. Quando muito, e muitas são as faculdades que nem disso dispõem, há convênios de fachada com hospitais públicos ou privados. Neles, os alunos são deixados a acompanhar profissionais desvinculados do corpo docente da faculdade de origem. Educadores mascates se especializaram em elaborar modelos pedagógicos anunciados como inovadores, vendendo-os por todo o país como se pudessem substituir a atenção direta ao doente, o médico-professor e o hospital. Aliás, em concertada ação, ouve-se acrimoniosa crítica aos modelos rotulados hospitalocêntricos e à medicalização da saúde, como se fosse melhor banir hospitais e médicos das faculdades de medicina!.

Tomam assim espaço as teorias ditas inovadoras: criar escolas onde não há médicos, como se pudessem servir de polos para a fixação desses profissionais. Como se ao abrir uma escola de pesca no deserto, lá viessem a se estabelecer pescadores. Como se fosse dispensável expor futuros médicos à atividade assistencial apropriada. Como se fosse possível antecipar o ensino à boa prática. Derradeiro bastião de resistência, os programas de especialização, particularmente a residência médica, são deixados à inanição, carentes de recursos, drenados para os tais programas inovadores. Residentes são abandonados sem supervisão; à falta de orientação qualificada, entregam-se ao autoaprendizado, em práticas improvisadas, em ambiente impróprio ao ensino ou ao exercício da profissão médica. As pálidas iniciativas de saneamento, mais propostas abstratas que ações concretas, ilustradas nas recentes publicações de avaliações pontuais e incompletas, talvez rompessem a escuridão que nos oprime; não fosse a cínica e indecorosa proposição recente de oito novas faculdades de medicina.

Este é nosso horizonte. Não vivêssemos a democracia, restar-nos-ia a resignação. Não nos resignemos; é possível mudar. Nesse contexto, reconstruir o ensino médico e com ele a dignidade da assistência médica exige de todos participação. Em outras palavras: discussão, decisão e mobilização. Mobilização dos que vivem neste país, onde dinheiro não é tudo, mas quase tudo e a todos compra; onde nem tudo é negócio, mas é visto e tratado como tal. Educar nossos filhos contrariamente a tais cínicas premissas não lhes inviabiliza jamais a sobrevivência. Faz deles instrumentos transformadores desta sociedade ora tristemente permissiva.

Educadores mascates elaboram modelos pedagógicos inovadores, como se pudessem substituir a atenção direta ao doente, o médico-professor e o hospital

Fonte:
http://www.linearclipping.com.br/cnte/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=93&codnot=734905

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17/5/09

Sofrer ou não

Na senda da evolução:

Sofrer ou não

Para quem está fazendo alguma coisa, uma parte bem difícil é se expor. Sempre que alguém se expõe, seja com o melhor feito do mundo, haverá críticos injustos e até mesmo especialistas em denegrir imagens a troco de nada, apenas pelo simples prazer de falar mal.
A única forma de se evitar isso é ser como uma sombra, que nada diz, nada fala ou nada faz. Mesmo assim, não há garantias de que não encontre maus comentários.
Quem está engajado com a evolução, parado não pode ficar.
Terá que fazer algo. Logo, deverá ficar muito atento com o trato que dará a esses inconvenientes, procurando evitar sofrimentos desnecessários, que não ajudarão a crescer.
Cuidado, portanto, amigos.
A sabedoria pode amenizar esses dissabores.
Proponho a leitura do texto abaixo.

Abraços fraternos,
Sergio Apollinario


"Creio que o fato de sofrermos ou não depende em grande parte de como reagimos a uma determinada situação.
  Por exemplo, digamos que tenhamos descoberto que alguém está falando mal de nós pelas nossas costas. Se reagirmos a essa informação de que alguém está falando mal de nós, a esse fato negativo, com uma sensação de mágoa ou raiva, somos nós mesmos que estamos destruindo nossa paz de espírito. Nossa dor é nossa própria criação pessoal.

Por outro lado, se nos contivermos para não reagir de modo negativo, se deixarmos que a calúnia se dissipe como um vento silencioso que passa por trás da nossa cabeça, estaremos nos protegendo daquela sensação de mágoa, daquela sensação de agonia. Logo, embora nem sempre sejamos capazes de evitar situações difíceis,podemos modificar a intensidade do nosso sofrimento pela escolha de como reagiremos à situação.”

Também costumamos aumentar nossa dor e sofrimento sendo excessivamente sensíveis, reagindo com exagero a fatos insignificantes e às vezes levando as coisas para um lado muito pessoal…"

Dalai Lama *


"Com essas palavras, o Dalai-Lama reconhece a origem de muitas irritações do dia-a-dia que podem se acumular de modo a representar uma importante fonte de sofrimento. Alguns terapeutas às vezes chamam esse processo de personalização da dor — a tendência a estreitar nosso campo de visão psicológica, interpretando ou confundindo tudo o que ocorre em termos do seu impacto sobre nós."

Howard C. Cutler *
Psiquiatra

*Ambos em "A Arte para a Felicidade"

http://br.groups.yahoo.com/group/grupomahavidya/

criado por mim    22:34:04 — Arquivado em: Evolução

16/5/09

Um Acróstico de Ivete Tayar

Sérgio Apollinário – Feliz Aniversário
 
S ua alma é grande como a
 
E ternidade, tem encanto natural!
 
R espeita, ama, acarinha a todos…
 
G ente como a gente gostaria de ser
 
I nteligente ensina o que sabe e aprendeu…
 
O nde sem medo enfrenta e vence obstáculos
 
 
A meniza a dor dos aflitos, ampara os que sofrem…
 
P ropaga a paz, a arte, a beleza que enriquecem o Homem
 
O seu semblante é suave, puro, ao sorrir expressa a alma
 
L ivre de preconceitos, auxilia a todos sem distinção
 
L eva e divulga o amor com sua humildade habitual
 
I ncapaz de ferir, magoar, odiar, qualquer ser vivente
 
N unca nega sequer uma palavra de amparo e conforto
 
A migo exemplar, leal, solicito, sempre presente a confortar
 
R ico e nobre em espírito é jovial e vive com alegria
 
I mplementa melhores condições a vida e ao seu ideal
 
O nde expressa a nobreza de seu caráter!…

 
Hoje é dia mais lindo e feliz da sua vida.
 
Nessa data você renasceu e novo ano se inicia:
 
Portanto amigo aproveite-o para curtir, amar,
 
Ir a lugares que nunca teve oportunidade de estar!
 
Olhar o verde do mar, os pássaros a cantar, toda
 
A beleza que há na Natureza dada pelo Senhor.
 
Feliz Aniversário e felicidade hoje e sempre.


 
Ivete Tayar – (autora) – SP, 08/05/09 – 12h10min

e grande poetisa Ivete Tayar.
Muito sucesso em sua jornada.
Beijos.
Sergio Apollinario
criado por mim    02:48:12 — Arquivado em: Evolução

O aniversário

 Nesta página ficam registrados o carinho e a eterna gratidão
aos amigos do Grupo Mahavidya que me tanto emocionaram
com a linda e animada festa pela passagem do meu aniversário.
Muito obrigado.
Vocês são especiais:
 
                  Adão Luiz                    
Arnaldo Zenha
Arthur Murgel
Bia
Cida Faria
Clicia Pavan
Eliza Elias
Everaldo Avezum Aiello
Getulio Rogerio Arbo Pavlak
Gilda Beltrame
Glorinha Guedes
Ieda Fernandes
Ilka Vieir
Ir. José Roberto e Ir.Afonso
Ivete Tayar
Lairton Trovão Andrade
Luiz  Fernando e Gisele Guerra
Magda Alvarenga
Magdalena Piga
Malvina
Marcia Furtado
Maria Jacinta Nascimento Silva
Maria Lucia Garcia
Marinês Ricci
Mariza Salazar
Marlene Vieira Aragão
Nancy Hoelzle
Patrizia Gardona
Rivkah Cohen
Roberto Filgueiras
Rosemere Peters
Rosi Mori
Rute Seubert
Sandra Lia
Schyrlei Pinheiro
Socorro Lima Dantas
Sol (Erondina Sampaio)
Sueli - Canal de Energia
Tahyane Rangel
Tânia Sueli Oliveira
Therezinha Paiva
Victoria Aristizabal
 
8 de maio de 2009
Sergio Apolinario
criado por mim    02:12:30 — Arquivado em: Evolução

Parabéns, irmão meu! Rivkah Cohen

Imagem: Representação da Sabedoria - Digital Art Rivak Cohen

Sérgio, irmão meu,
quando estou aqui e penso em ti,
vejo uma pessoa em busca da evolução
do espírito, de um mundo onde exista mais
compreensão, que não haja guerra!
Vejo-te como um ser que armazenou sabedoria,
não só de estudos curriculares, mas da vida!
Hoje, mais distante do Registro Acásico,
caminhas com tua própria luz!

PARABÉNS pelo que já percorreu,
PARABÉNS pelo que tenta fazer,
PARABÉNS por mais um ano!

Desejo que o Ano te seja doce, irmão meu
Ofereço-te este meu poema, esta minha reflexão.
Beijo meu,
Rivkah

SABEDORIA

rivkahcohen

No olhar voltado para o nada,
nesse rosto belamente marcado,
nos cabelos voando grisalhos,
muitas histórias,
diversos atalhos
e nessa trajetória,
muita coisa para contar.

Alegrias,
desencontros,
chegadas, partidas,
muitos e muitos sonhos..
O silêncio se faz necessário,
são muitas vozes
que vêm do passado
para lembrar.. consolar.

Qual será o seu nome?
O que busca com esses olhos tão distantes
que no presente não consegue encontrar?
E lá se vão muitos e muitos anos
de experiência, vivência
e tolos são os jovens
que não param para escutar!

Ninguém melhor que ela,
com a sabedoria debruçada na janela,
para orientar.
Senhora guerreira da vida,
me ensina
como se ignora a parte sofrida
e se continua a caminhar!

rivkah@rivkah.com.br

Um presente de aniversário inesquecível,
minha querida amiga e irmã Rivkah Cohen.
Muito obrigado. Beijos.
Shalom!
Sergio Apollinario
8 de maio de 2009

criado por mim    00:01:09 — Arquivado em: Evolução

15/5/09

A Importância da Gratidão

A Importância da Gratidão

No caminho de evolução, os ensinamentos voltam-se sempre para a expansão da consciência  e para o autoconhecimento. Essas conquistas, entretanto, somente são alcançadas quando junto a elas há o exercício da gratidão. Para sermos gratos é preciso que cultivemos a grandeza de espírito, que reconheçamos a nossa êfemera existência material, que só o espírito é eterno e que nos curvermos perante essa realidade. Logo, todas as coisas que podemos desfrutar  no mundo da matéria, por mais simples que sejam, são momentos abençoados. São experiências que dão sustentação  ao nosso aprendizado.

Sejamos gratos por termos onde morar, termos o que comer e o que vestir.
Gratos pela vida que corre em nossas veias,
pelo ar que entra os nossos pulmões
e por tudo que a pródiga natureza nos oferece.
Gratos por possuirmos os meios necessários  à nossa sobrevivência,
por termos um trabalho  ou quem nos mantenha.
Sejamos gratos por podermos fazer, criar e construir,
segundo nossos desejos e necessidades.
Gratos por assistirmos tantas criações humanas sensacionais.
Gratos por usufruirmos os benefícios
das invenções humanas que chegam à genialidade.
Gratos por podermos aprender e crescer.
Gratos por participarmos das experiências coletivas.
Gratos porque alguém nos ama e porque podemos amar alguém.
Gratos em ajudarmos a quem necessita
(essa gratidão, então, é sublime).

Enfim, são tantas as coisas pelas quais devemos ser gratos…
Esse sentimento gentil da gratidão deve permanecer em nossos corações
como a luz do Sol,  que dá origem ao dia e sustenta o luar.
Tudo isso aumenta a nossa auto-estima.
Leva-nos a amar e valorizar muito essa vida, que é tão bela.
Faz com que adoremos cada vez mais quem a criou:
Deus, a fonte da nossa existência e a quem devemos
amar acima de todas as coisas (1º mandamento).
Gratos, muito gratos somos a Deus,
ao seu Reino, à sua Justiça e à sua Misericórdia!

Eu sou grato por escrever estas palavras.
Sou muito grato a você que as leu.
Sou grato por ter nascido.
Sou grato por ser seu irmão.
Possamos todos ser muito gratos e,
por consequência, felizes!

Abraços fraternos,
Daniel
(sergio apollinário)
O autor.

8 de maio de 2009.
Dia do Anjo Daniel

http://br.groups.yahoo.com/group/grupomahavidya/

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4/5/09

Essência da sabedoria

No caminho da evolução, continuamos convictos
de que a nossa consciência se expande a cada passo.
Passos novos. Sujeitos a tropeços. Mas sempre avante.
Aprendemos a acertar o passo com a própria caminhada
e com os acidentes do terreno que devemos percorrer.
Não existe nada mais valioso nesta vida
que nos encontrarmos lúcidos,
junto à oportunidade de estarmos sempre aprendendo.
É o nosso tesouro, pois somente o aprendizado poderemos
carregar eternidade a fora. O resto ficará para trás.
Por isso, toda experiência é uma bênção.
De cada uma, podemos extrair um valor,
seja incorporando o seu melhor ao nosso ser,
seja superando dificuldades, se esse for o desafio.
Tudo é tão relativo…
Mas é na relatividade das coisas que encontramos
a essência da sabedoria, que vamos desenvolvendo
e transformando-a em luz do caminho,
em amor ao próximo
e em paz  para o mundo .
 
Daniel
(sergio apollinario)
O autor

Mensafem de Bom Dia do Grupo Mahavidya - 03/05/2009 - Domingo

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criado por mim    19:53:03 — Arquivado em: Evolução
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