17/5/09
Sofrer ou não
Na senda da evolução:
Sofrer ou não
Para quem está fazendo alguma coisa, uma parte bem difícil é se expor. Sempre que alguém se expõe, seja com o melhor feito do mundo, haverá críticos injustos e até mesmo especialistas em denegrir imagens a troco de nada, apenas pelo simples prazer de falar mal.
A única forma de se evitar isso é ser como uma sombra, que nada diz, nada fala ou nada faz. Mesmo assim, não há garantias de que não encontre maus comentários.
Quem está engajado com a evolução, parado não pode ficar.
Terá que fazer algo. Logo, deverá ficar muito atento com o trato que dará a esses inconvenientes, procurando evitar sofrimentos desnecessários, que não ajudarão a crescer.
Cuidado, portanto, amigos.
A sabedoria pode amenizar esses dissabores.
Proponho a leitura do texto abaixo.
Abraços fraternos,
Sergio Apollinario
"Creio que o fato de sofrermos ou não depende em grande parte de como reagimos a uma determinada situação. Por exemplo, digamos que tenhamos descoberto que alguém está falando mal de nós pelas nossas costas. Se reagirmos a essa informação de que alguém está falando mal de nós, a esse fato negativo, com uma sensação de mágoa ou raiva, somos nós mesmos que estamos destruindo nossa paz de espírito. Nossa dor é nossa própria criação pessoal.
Por outro lado, se nos contivermos para não reagir de modo negativo, se deixarmos que a calúnia se dissipe como um vento silencioso que passa por trás da nossa cabeça, estaremos nos protegendo daquela sensação de mágoa, daquela sensação de agonia. Logo, embora nem sempre sejamos capazes de evitar situações difíceis,podemos modificar a intensidade do nosso sofrimento pela escolha de como reagiremos à situação.”
Também costumamos aumentar nossa dor e sofrimento sendo excessivamente sensíveis, reagindo com exagero a fatos insignificantes e às vezes levando as coisas para um lado muito pessoal…"
Dalai Lama *
"Com essas palavras, o Dalai-Lama reconhece a origem de muitas irritações do dia-a-dia que podem se acumular de modo a representar uma importante fonte de sofrimento. Alguns terapeutas às vezes chamam esse processo de personalização da dor — a tendência a estreitar nosso campo de visão psicológica, interpretando ou confundindo tudo o que ocorre em termos do seu impacto sobre nós."
Howard C. Cutler *
Psiquiatra
*Ambos em "A Arte para a Felicidade"

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